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    7ª LEGISLATURA - 2017 A 2020
    Presidente Atual
    Jaison Oliveira Neves
Data: 03/09/2013 Hora: 00:00:00
História do Municipio
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Nome “Cajati”

Significado = Árvore de folhas oblongas

Científico = Critocaya Mancciocana

Família = Laurácea

Popular = Canela Batalha

Botânico = Carvino Maineri

 

Fundação = 1930

Emancipação = 1991

Fundadores = Índio Botujuru e o português Matias de Pontes

Finalidade = Exploração da mata em busca de ouro

Meio de Transporte = Canoa

Fatos = Índio Botujuru morre de malária prematuro

Matias de Pontes constitui família e vive na Vila de Cajati por 50 anos

 

Vestígios da denominação Tupi:

• Guaraú – “Que esplendido!”

• Inhunguvira – “Vale entre os montes”

• Cajati – “Árvore de folhas oblongas”

• Umuarama ou caminho de Umuarama: agloemração de pessoas, povoado, lugarejo.

 

Localização = 230 km da Capital Paulista

Território = 453 km2

População = 35 mil habitantes

Economia = Agronegócio / Extrativismo Mineral

Riquezas = Jazidas Minerais – Apatita, Níquel, Água Mineral, Cal, etc.

 

Histórico

 

História do Município de Cajati

 

Cajati está entre os três primeiros produtores de banana nanica da região. A indústria extrativista e produtiva é a principal atividade econômica do município. É o maior parque industrial do Vale do Ribeira, responsável pela produção de cimento, argamassa, ácido sulfúrico e fosfórico, fertilizante e ração animal. Além disso, oferece aos amantes da natureza a possibilidade de visitarem locais belos e preservados.

 

 

A história do Município de Cajati tem a sua origem na segunda década do século XIX, com a chegada, no Porto de Cananéia, de alguns jovens portugueses, dentre eles, Matias de Pontes. Na sua busca por ouro, Matias e um índio chamado Botujuru, foram desbravando e explorando a mata adentro, por onde ninguém jamais havia passado. Para poderem caminhar precisavam abrir muitas picadas, pois a Mata era muito densa e sua vegetação cruzava sobre o rio estreito e profundo, impedindo, assim, a sua penetração. Daí surgiu a idéia de construírem uma canoa para navegarem sobre o rio, que mais tarde chamaria Canha. Logo descobriram que esse rio parecia um ribeirão, pois desembocava em outro rio bem maior e mais fundo. Ao subirem o rio, encontraram uma bela prainha, onde surgiu a idéia de montar um acampamento. Durante uma noite turbulenta sob um temporal, tiveram que abandonar o acampamento às pressas, dirigindo-se para o alto (esse lugar é atualmente a Praça Matriz de Jacupiranga).

A aventura continuou e desta vez, pelo rio adentro. Matias queria conhecer a região, porém Botujuru, ao contrair maleita, veio a falecer, sendo o primeiro ser humano a ser enterrado no lugar. Matias e outros apossaram-se de duas glebas de terras: o acampamento e outra localizada rio acima, onde havia uma pequena cachoeira, que por essa razão, passou a se chamar Cachoeira (atual Cajati). Logo em frente, estava a Serra do Guaraú. Matias prosseguiu as investidas nas proximidades do rio, colocando nomes nos lugares, sendo Cachoeira o seu favorito. Para a canoa se deslocar, tiveram que abrir um canal, hoje atual Cidade de Cajati , local em que Matias residiu por mais de cinqüenta anos. Outros lugares forma denominados por ele e permanecem até hoje com a mesma nomenclatura como: Pouso Alto: pelo fato de dormirem numa árvore por medo de feras; Barra do Azeite: por encontrarem enorme pedra, na qual um garrafão de azeite de mamona foi quebrado e ao se referirem ao rio, vinha a lembrança do azeite derramado e Lavras: pelo fato de encontrarem vestígios de pessoas que já haviam passado e lavrado uma canoa (era o termo atribuído, quando se fazia uma canoa trabalhando a madeira bruta).

Na década de trinta, o Brasil tinha grande falta de cimento e fertilizantes e suas necessidades eram atendidas por importação. A comprovação de existência de calcário e apatita nas rochas de um vulcão extinto, feita pelo Dr. Theodoro Knecht, levou o Grupo Moinho Santista que na naquela época fabricava apenas tecidos, a pedir autorização ao Governo brasileiro, para explorar o calcário das jazidas locais. Em 1938, foi-lhe concedido o direito de lavra (exploração) de calcário e apatita no Morro da Mina, iniciando no ano seguinte, as suas atividades. Foi necessário construir uma estrada de ferro, que levasse a apatita da mina, pela margem esquerda do Rio Jacupiranga, à sede do Município. Numa segunda etapa, era transportada até ao Porto de Cubatão em Cananéia e, em seguida, levada em barcos até Santos, para novamente por ferrovia, chegar a São Paulo.

Emancipação

Cajati foi elevado a categoria de Distrito de Jacupiranga em 13/06/1944. Em 19/05/1991, foi realizado Plebiscito para Emancipação Político-Administrativa, tendo votação favorável de 95% dos eleitores. No dia 31/12/1991, o Diário Oficial do Estado publicou a Lei Estadual 7664, criando o Município de Cajati.

Cajati está entre os três primeiros produtores de banana nanica da região. A indústria extrativista e produtiva é a principal atividade econômica do município. É o maior parque industrial do Vale do Ribeira, responsável pela produção de cimento, argamassa, ácido sulfúrico e fosfórico, fertilizante e ração animal. Além disso, oferece aos amantes da natureza locais agradáveis, belos e preservados como a Barra do Azeite e o Salto do Guaraú. O cenário composto de corredeiras naturais com águas cristalinas e a atmosfera de lenitivo e frescor da mata virgem são um convite ao prazer e a alegria. Ainda há cavernas e a cachoeiras do Bairro Capelinha e do Rio Bananal e a histórica trilha de Lamarca e a Torre do Guaraú, que possui uma vista de toda a cidade e grande parte de outros municípios, além da belíssima janela espacial noturna oferecida aos amantes da astronomia. A Serra do Guaraú que já serviu de plataforma para saltos de asa-delta é considerado um dos melhores pontos do Estado de São Paulo para a prática do vôo livre. Confira alguns pontos turísticos do município:

 

 

 

Dados do Município de Cajati

 

Data de Fundação........: -19/05/1991

População...................: -29.018 habitantes (2000)

Localização.................: -Vale do Ribeira

Municípios vizinhos.......: -Jacupiranga, Eldorado e Barra do Turvo

Cidades mais próximas.: -Jacupiranga (13 km), Registro (44 km) Curitiba (189 km) e São Paulo (230 km)

Origem do nome..........: -Árvore de folhas obilongas (Tupi-Guarani)

Emancipação política....: -19/05/1991

Agricultura...................: -Banana

Pecuária......................: -Pastagem

Industriais....................: -Bunge Fertilizantes, Cimpor do Brasil e Fosbrasil S/A

 

 

 

 

Fatos Marcantes

 

Lamarca

 

Na década de 70 o guerrilheiro e desertor, líder da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) Carlos Lamarca fez de Cajati sua base militar. No bairro de Capelinha, onde ainda hoje existem vestígios de sua passagem.

 

 

 

A Banda

 

A Banda Municipal de Cajati, batizada de Banda Alessandro Freitas Rodrigues (in Memorian), teve sua fundação no dia 24 de maio de 2004, sob o decreto tendo como Secretário de Cultura, Luiz dos Passos e como Maestro Crezeomar Pereira Alves. O processo de estréia se deu no dia 19 de maio de 2005, em virtude do aniversário de emancipação Político Administrativo.

 

 

O 1ºCartório de Cajati

 

O primeiro Cartório de Cajati foi aberto no ano de 1952 por Joaquim Seabra em um ponto estratégico – funcionando no local onde hoje um açougue – na Avenida Fernando Costa. O primeiro registro de nascimento foi de Livina Farias em 12 de maio de 1952; já o primeiro registro civil foi de Valdemar Antônio Gomes no dia 12 de junho de 1952.

 

Miguel Abu-Yaghi foi o primeiro Prefeito de Jacupiranga onde Cajati era distrito.

 

Educação

 

Fundação da Escola do Bico do Pato (Bicão) E.E.P.G. “Frutuoso Pereira de Moraes” se deu em 04 de fevereiro de 1976 pelo decreto nº7.517.

Em maio de 1987 foi inaugurado o ramal ferroviário Juquiá - Cajati, o primeiro carregamento ocorreu no dia 18 de maio de 1987, foram 13 anos de expectativa, nesta época eram duas cargas por dia, sendo 10 vagões com 140 sacos de cimento ou 420 toneladas. Carvão vegetal e enxofre também eram transportados para Cajati, hoje a linha encontra-se desativada.

 

Cidade dos sambaquis

 

A trajetória fatos e histórias do Município de Cajati estão intimamente ligadas e atreladas a vida e a historia do português Matias de Pontes e do Tupi Botujuru que no século XIX se adentraram na mata em busca de ouro e terras produtivas, onde por onde passara deixaram vestígios nos nomes dos locais que sobrevivem até hoje como; guaraú, inhunguvira, cajati, timbuva, Umuarama. Itapavossu etc...

 

Em 13 de junho de 1944 é uma data oficial de registro do distrito de cajati, onde por indicação de político como Ivo Zanela do município de Pariquera-açú, a antiga vila de Cachoeira passou a denominar assim. O nome de cachoeira era uma alusão a uma pequena queda d’água situada no sitio de propriedade de Casimiro Domingues e Silvério Lino, no Bairro do mesmo nome.

 

Em 1900, já registra presença de colonizadores de varias imigrações de origem espanhola, como a de Angelina Carriel Figueiroa esposa de Alfredo Ottonio Muniz, um conceituado Português, sem esquecer de presença de imigrantes austríacos que não se tem registros oficial até o momento. De difícil acesso, o transporte era feito a base de lombos de burros e canoas que encontravam sempre pela frente as corredeiras tornando às vezes perigosa a viagem.

 

O comércio

 

1943, com a ascensão do progresso extrativismo, o comercio começa a se adaptar na Vila que recebeu Raul Ferreira Machado instalando ali o primeiro comercio que se tem registro, sendo adquirido pelo seu ex-caixeiro Vicente de Mattos, conhecido com Vicente Capoura, onde permaneceu e fez história por varias décadas, fornecendo alimentos para os remanescentes do local e funcionários que se instalava no Distrito onde pagavam suas compra com o vale fornecido pela empresa na época denominada de BORO, seu Anago de Moraes chegou em Cajati nos meados de1949, com um armazém e um açougue, hoje é uma das figuras vivas da nossa história onde ainda mantém o comercio com as mesmas características de dantes. Dona Vanda sua esposa o caixeiro Osmar conhecido como neguinho, não poderia ficar esquecido.

 

A Escola

 

A história de seu Vicente vai mais além, onde sua esposa, Dona Maria Barnabé de Mattos, foi a fundadora da Primeira sala de aula conhecida nessa história sendo ela também funcionária da companhia, registrada como auxiliar de escritório.

Ainda nesse ano a farmácia do seu Carlos Guerra era o único referencial para a aquisição de medicamento e auto consulta.

 

 

Ocupação Industrial

 

No outro lado do rio Jacupiranguinha, atrás da casa do saudoso Antonio Godêncio, estava uma humilde casinha marcada ainda hoje por um pé de jabuticaba que abrigava um dos primeiro administrados da fabrica conhecido por Antônio de Souza e sua esposa dona Maria de Souza proveniente de São Paulo. Sendo o incentivador da fé católica, responsável pela tradição da festa de 13 de Junho, onde através de sua imposição determinou que se comemorasse o seu aniversário, do Distrito na época e do padroeiro que levava o seu nome também a missa era ministrada pelo Padre Victoriano Badia, a paróquia teve sua data inaugural em 26 de junho de 1984.

 

 

 

 

Oleiros e Ceramistas

 

A história da cerâmica no município é antiga onde os habitantes mais remotos já utilizavam a melhor argila do Estado de São Paulo. Para confeccionar seus utensílios e para destacar algum desses artistas, registramos um dos mais populares que leva em sua forma a letra LL de Luiz de Lima, conhecido como Luluca, esposo de dona Ângela de Lima; da linhagem de Mathias de Pontes. PL, tijolos de Pedro Lourenço e lembramos que os tijolos LL fizeram parte das construções da Vila Residencial Serrana. onde o atual Prefeito Marino de Lima foi o grande auxiliar.

 

Charretáxi

 

Quem não se lembra da charretáxi, a popular condução que levava pessoas e principalmente as compras para lugares pertos e nos mais distantes sítios, o Sr. Manoel Pereira dos Passos, o popular sêo Manequinho marcou uma geração, que transportava, além das compras, suas filhas e seu filho; na década de 70.

 

A Estrada

 

A vida do cajatiense ainda era difícil devido o acesso, até que o governador Ademar de Barros liberou a construção do acesso ainda precário na época mas tirava a dificuldade de ter que transitar pelo rio com mercadorias e até mesmo com passageiros, lembrando da passagem deste fato, era do canoeiro que ir na época que antecedia a entrada do comercio em cajati, contam; se fazia uma listas dos produtos e lá ia ele comprar desde agulha até escrituras de terreno.

 

O 1º Carro

 

Um fato curioso na época foi patrocinado por Rui Ferreira Machado, quando adquiriu o primeiro carro visto no distrito, um chevorlet ano 51, após veio o pau de arara, também conhecido por carro tórda ou toldo. Pertencente a Serrana, utilizado para transportar funcionários e estudantes, onde tinha como motorista; Ramiro, Dácio, Getulio...

Em Jacupiranga a jardineira de Rui Janon era um outro atrativo, alem de um meio de transporte.

 

O Cajatão

 

Hô Gente, era um bordão usado e utilizado por todos que queriam imitar o seo Raul inspetor do grupo escolar, Hoje colégio Celso Antônio (Cajatão) Dona Doracina Abrão, enfim são tantos nomes que fizeram de Cajati a nossa história. A criação do grupo escolar teve tal fundação no dia 03 de janeiro de 1963 decreto lei 41348, sendo o seu diretor Professor Aquiles Saracura, sediada já na época pela empresa local.

 

Religião

 

O Bairro de Lavras foi o primeiro a receber uma igreja evangélica sem a batista, pioneira em 1935 já em 1945 na residência de Ernesto Lino de Matos no bairro de cachoeira, tomou forma, onde se reunia funcionários para cultuar, em 29 de junho de 1951, fundou-se a primeira igreja batista de Cajati no bairro do Parafuso, bairro este que ganhou o nome devido um grande parafuso pendurado na porta do estabelecimento do seo Cristalino Batista.

 

Serrana

 

Na década de 30, foi detectada a ocorrência de apatita no morro do cata agulha, (vulcão extinto) pelo instituto geográfico e geológico do estado de São Paulo liderado pelo engenheiro Theodoro Knetch, em 1932 fundou-se a Serrana S.A. de mineração com contrato de arrendamento com direito de explorar a lavra.

 

Revolução de 1932, no Pouso Alto

 

A Revolução de 32, entre os paulistas e os paranaenses, foi uma das passagens mais dramáticas, conta o remanescente João Lima; que viu seus bens sendo destruídos pelos revolucionários que matavam as criações e saqueavam alimentos do povo de Cachoeiras. O cenário da tragédia e destruição se deu onde hoje ainda permanece uma Rua de Palmeiras no Bairro do Pouso Alto, local este denominado pelo fato de ser refúgio de exploradores de ouro, que se esquivavam dos impostos e usavam este atalho no Alto Refúgio do Pouso Alto onde hoje comporta um cemitério, que na época foi construído para indigentes, e os que tinham condições eram sepultados em Jacupiranga.

 

Fonte: DEPTO CULTURA

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